Charles Chaplin: Vida e Obra.

(B.R. Gaudêncio)

    Charles Chaplin nasceu em um subúrbio de Londres no ano de 1889, filho de dois artistas de teatro e música. O pai morreu ainda jovem, vítima de alcoolismo, e a mãe faleceu anos depois com problemas mentais, em um asilo Londrino. Os primeiros anos da vida de Chaplin se passaram em orfanatos, e foi lá onde encontrou todos os elementos que utilizaria mais tarde nos roteiros dos filmes que dirigiu e interpretou. Ainda Adolescente iniciou seu trabalho como artista ao lado do irmão Sidney em espetáculos teatrais e musicais nas cidades inglesas.

Apartir daí Chaplin foi conquistando o seu espaço no teatro e, posteriomente, no cinema, em companhias cinematograficas da Europa e dos Estados Unidos. Em alguns anos, Chaplin se tornaria o mais famoso ator do cinema hollywoodiano, e, depois, um notável diretor. Foi uma das personalidades mais criativas da era do cinema mudo; ele atuou, dirigiu, escreveu, produziu e eventualmente financiou seus próprios filmes.

Seu principal personagem foi “The Tramp” (O Vagabundo): um andarilho com maneiras refinadas e dignidade de um cavalheiro que vestia um casaco firme, calças e sapatos mais largos que o seu número, um chapéu ou cartola, uma bengala de bambu, e, claro, o bigode. Foi o incrível Carlitos, sua marca resistrada enquanto artista.

Apesar de filmes falados terem se popularizado, em 1927, Chaplin resistiu a produzí-los até o ano de 1930. O Grande Ditador foi o seu primeiro filme com som. Foi, também, uma afronta a Adolf Hitler e ao fascismo que reinava à época. Filmado e lançado nos Estados Unidos um ano antes da entrada do país na Guerra, após o descobrimento do Holocausto, Charles revelou que não conseguiria brincar com o regime nazista como brincou no filme se soubesse da extensão do problema.

Ao longo dos anos, Chaplin produziu alguns dos mais importantes trabalhos da história do Cinema, além dos já citados Tempos Modernos e O Grande Ditador. Destacam-se ainda: Luzes da Ribalta, Em busca do ouro e Luzes da Cidade.

Segundo Edgar Morin, em um ensaio sobre Chaplin intitulado O Mistério Carlitos, “A ‘estrela’ é o produto de uma dialética da personalidade: um autor impõe sua personalidade a um ator; e desse acúmulo nasce um ser misto: ‘a Estrela’”. Para o pensador francês, Chaplin foi uma estrela por justamente capitar todo o humanismo, ou a falta de humanismo, de uma época marcada pelas tecnologias; mas também pela falta de sensibilidade. “Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade”, disse Chaplin, em sua carta de Apelo aos Homens.

Ganhador de um oscar honorário concedido pela Academia de Artes e ciências cinematográficas, em 1972, Chaplin faleceu em dezembro de 1977, aos 88 anos, como uma das mais brilhantes personalidades da história do cinema.

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