Conversando com Rodrigo Nunes

(Emanoella Callou)

Rodrigo Nunes, campinense, 28 anos, atualmente cursando Arte Mídia na UFCG, já produziu cerca de 50 filmes desde 2002 quando junto a um grupo de amigos fazia experimentos com música, cinema e teatro.

Ano passado, seu documentário sobre o cordelista Manuel Monteiro foi vencedor do prêmio DocTV na Paraíba.

O documentário trata da vida e obra de Manuel Monteiro, cordelista pernambucano residente em Campina Grande. Segundo Rodrigo, trata-se de um documentário experimental. “Já era parte da pesquisa experimentar novas formas de linguagem e movimentação estética, usamos música, cordel; também incluímos o teatro, com a adaptação de Maria Garrafada, para gerar imagens para o filme.” explicou.

Uma das experiências do cineasta foi o uso de uma webcam para capturar imagens para os três filmes de uma série que complementa o documentário. As imagens filmadas,  com uma câmera VHS, foram capturadas pela webcam através da televisão. “Eu vi que ficava muito mais interessante esteticamente e a informação da imagem ficava preservada”.

 O prêmio de 100 mil reais foi investido na compra de equipamentos, divulgação e remuneração de todos os que participaram da produção.

A equipe, formada em sua maioria por estudantes de Comunicação e de Arte e Mídia, passou um ano se dedicando ao projeto. O filme será exibido pela TV Cultura no dia 22 de julho. Rodrigo afirmou que a expectativa é grande, pois representa para todos os envolvidos o início da vida profissional de maneira efetiva.

Este ano, o filme concorre ao prêmio Melhor Filme da Paraíba, no CINEPORT-Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa, realizado em João Pessoa entre os dias 04 a 13 de Maio.

“O cinema é uma oportunidade de estudo e pesquisa. Já tive experiências em outras áreas e continuo trabalhando com música, teatro e outras linguagens. O cinema pra mim é mais um meio do que um fim. È uma janela de seis milhões de espectadores para o nosso trabalho.”

Conversando sobre a convivência com o cordelista, Rodrigo relatou que a experiência foi um grande aprendizado. “Manuel Monteiro é uma referência no cordel. Para ele, o cordel também é um meio; ele escreve romances, biografias e é um grande pesquisador. Ele também nos ajudou e deu muitas idéias para o filme”.

            O cinema como janela, uma forma de repensar o mundo, a força do trabalho em grupo, a necessidade de produzir, o uso de ferramentas simples, estudo, dedicação, criatividade: elementos que compõem o quadro de criação de Rodrigo Nunes, incentivo para quem se interessa não apenas por produzir cinema, mas por encontrar uma maneira de expressão e transmissão de conhecimento. “A faca e o queijo estão aí, só falta fazer”.

_Manuel Monteiro em vídeo verso e prosa será exibido pela TV Cultura no dia 22 de julho, às 23 horas.

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