Cinema pra burro: Depois de questões, quase-respostas: Em busca de um corpo.

Psicografado por Ramon Porto Mota no método

Walter Benjamin de psicografia.

“Existe um cinema marginal no Brasil? Dar nomes ás coisas frequentemente explica muito pouco, provoca uma serie de equívocos.” “Marginal é um nome como outro. Aponta para o estado de espírito de uma geração que decidiu fazer cinema, remoendo por dentro um universo ideológico novo, sob o choque múltiplo de uma revolução de costumes e de uma revolução social.” “Os filmes deste ciclo não caracterizam um estilo, nem uma corrente. Eles são, no entanto, um documento amplo sobre uma época e um estado de espírito.”

“Continuamos mantendo os recortes Cinema Novo e Cinema Marginal, contemporâneos dos movimentos cinematográficos que designam. São eles que acabaram organizando nossa compreensão do cinema culto daqueles anos. Eles têm uma razão de ser, pois refletem polêmicas da época” “O Udigrudi é lance cíclico. Cinema Novo. É uma Febre que vai & volta – tipo herpes, micose, sarampo”

“Pra ser marginal, teria de ser um tipo de cinema feito sem compromisso naquele momento, nem com o público nem com a censura. Todos esses filmes tidos como marginal têm tudo isso.” “O Cinema Marginal é um cinema puro, um cinema verdadeiro, pureza e verdade resumem tudo. (…) na realidade, era o cinema feito com garra, com criatividade, com vontade de fazer cinema, mas que não estava ligado a grupos.”

“É um cinema com histórias completamente inusitadas, feito com um mínimo de grana, de tudo, todo mundo cooperando. É a loucura do cara fazer cinema. Começar a filmar sem ter filme, sem ter nada, e conseguir com esse cinema abalar a estrutura do cinema comportado e do alto custo.” “Filmava-se como era possível, o nome, o rótulo “marginal” veio depois. Tentou ser pejorativo, queria atingir mais as pessoas que os filmes, e hoje tornou-se coerente com a postura da época, declaradamente libertária.”

“O Inventario do Cinema Marginal já foi escrito; Cinema de Invenção, de Jairo Ferreira. O resto é diluição.” “E o que vale é a poesia, captada por uma vil mecânica (elementar, meu caro Watson Macedo): por um cinema de livre invenção poética, como fator de aprimoramento físico e espiritual, além da reafirmação das surpresas do outro mundo – o inferno não são os outros, mas os mesmos atrasados de sempre.”

Evoé…

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